falo falo mas nao digo nada

sexta-feira, março 03, 2006

A verdade

Acabei de chegar à conclusão que o mundo se rege por incentivos. O mundo não, a sociedade. Digo isto pois a todas as nossas acções está inerente pelos menos um qualquer incentivo a ela indissociável. Por mais estúpido que isto pareça, é tudo uma questão de perspectiva. Temos é de olhar a situação pelo lado certo.

Consideremos os três tipos de incentivos que Steven D. Levitt diz existir: financeiros, sociais e morais. Ora isto pode ser aplicado ao nosso quotidiano. Porque todos nós precisamos de dinheiro para sobreviver. Porque todos nós nos preocupamos, uns mais e outros menos, com o que os outros pensam e/ou dizem de nós. E porque todos nós preferimos fazer algo moralmente certo a errado, por muito que custe admitir.

Em alguns casos o incentivo terá uma ligação directa e noutros nem tanto. Por exemplo, quando se paga a alguém por um serviço. Existe uma ligação directa através de um incentivo financeiro que é o pagamento e um moral que é participar no mercado de trabalho dando assim o nosso contributo à sociedade. Nesta situação a definição de um incentivo social depende de várias constantes, pois se o tal serviço fosse um crime passaríamos a ser vistos como criminosos. Porém, se fosse cortar a relva dum jardim já não. Obviamente que tudo isto depois também teria influência no ponto de vista moral. Acabando por todos os incentivos serem específicos da ocorrência. Cada caso é um caso e não é possível generalizar a coisa. Há os aspectos positivos e os negativos ("qualquer incentivo é em si um jogo de contrapartidas; o segredo está em encontrar o justo equilibrio").

Então, sendo a nossa sociedade regida por incentivos, todos nós somos, nada mais nada menos, que um bando de interesseiros, futéis e materialistas. E essa é a verdade...

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