Este vale a pena ler. A sério! Espera! Não vás embora! Pelo menos tenta...
Hoje surgiram 3 pseudo-epifanias diante mim. Tudo começou numa solarenga manha de segunda-feira que assinala o começo de mais uma semana de rolamento de espuma salival. Um especimen canino de pequena estatura agachava-se projectando o seu fabuloso dejecto. E foi a primeira vez que eu vi um ser desafiar verdadeiramente a gravidade. Isto porque o defecar canito se encontrava curvado para cima, projectando-se, aparentemente, para o espaço. Isto levou-me, estupidamente ou não, a estudar de perto a anatomia do anus pesquisando em livros e internet. Até porque a minha capacidade intelectual, por muito elevada que seja, não me permite projectar cientificamente o perfeito milagre, a mensagem que Deus provavelmente quis que eu passasse que, no entanto, se encontra além da minha compreensão. Posto isto, 1 hora depois, munido de sabedoria anal, dirigi-me à casa de banho efectuar o processamento de fluidos. Arranquei o motor com um simples Zéfiro (Deus Grego do Vento), flatulencia ou até ventosidade anal para os menos compreendidos, proclamando: "AH! LEÃO!", ao que o sujeito 10 urinois ao lado se queixou: "EI! CA CHEIRO!". Mas meus amigos, já diz o ditado: "Mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo farpastico". Até porque segundo o Professor Paul Louie, especialista em produção de gases através de biomassa, o peido assim como toda a materia tem os seus limites. Sendo a velocidade do peido baixos metros por segundo, dependendo da formação anal, num espaço apesar de confinado, o peido nunca se sentiria 1/2 segundos depois. Outro apontamento a fazer seria a limitação da direcção do peido. Traçando uma linha recta entre mim e o sujeito aperceberiamo-nos da impossibilidade da referida projeção flatulenta. Para acabar o ultimo tema de casa de banho porque todas as epifanias têm este o seu lugar de escolha e referencia, ocorreu-me também enquanto eu puxava as peles para mijar que a maior invenção humana, segundo Darwin, foi o dedo oponivel. Isto porque antes o homem tinha de se adaptar ao ambiente. Hoje é maioritariamente ao contrário. O homem cria objectos que se adaptem a ele. O que me leva logicamente a pensar que se o polegar não existisse, o homem criaria outro tipo de objectos e provavelmente hoje estariamos num mundo completamente diferente. Mas nada disto está correcto. Porque o ambiente muda e temos que olhar para o que é verdadeiramente imutavel. Na nossa anatomia, além da postura, feições e quantidade de pelugem, os orgãos principais nunca mudaram. E um dia o homem primitivo que não arregaçava as peles para mijar apanhou uma infecção urinária e desenvolveu o dedo oponível. É que já tentaram arregaçar as peles sem o polegar? É estranho não. E as mulheres? Bem, as mulheres são umas copionas, e isto eu explico remontando à minha infância traumatica. Mas isso é outra história, outra altura...
